Budapeste para Nômades Digitais

Sziasztok! Hogy vagy? Não está entendendo nada? Calma que só falei “Olá, tudo bem?” É que decidi fazer um post dedicado a cada cidade que passamos como nômades digitais e como vou começar com Budapeste, achei legal já entrar no clima húngaro.  A ideia dos posts é dar minha opinião sobre se cada cidade é boa ou não para nômades digitais.

Mas vamos logo aos fatos, achei que Budapeste foi uma escolha muito bem feita para começarmos a vida nômade, recomendo muito esse destino para os nômades digitais e já explico para vocês o por quê. 

Baixo custo de vida

Apesar de não ser tão barata como alguns destinos da Ásia e até mesmo outras cidades do leste europeu, ainda assim o custo de vida de Budapeste é bem baixo, principalmente se comparado a outras cidades mais “famosas” da Europa. Como a Hungria esta fora da zona do euro, temos a vantagem da moeda não tão valorizada, lá eles usam o forint húngaro. Lembro que quando começamos a fazer nossas compras de supermercado ficamos impressionados com o quão mais barato as coisas eram em relação a Irlanda, que era nossa referência no momento. O preço do aluguel também é bem bom, para vocês terem ideia alugamos nosso apartamento no Airbnb por o equivalente a 600 euros, era um apartamento grande, todo mobiliado e bem localizado. E se pensarmos que o Airbnb é sempre bem mais caro que o valor do aluguel normal, 600 é até barato por um mês. Na Irlanda chegamos a pagar 800 euros por um studio minúsculo, isso alugando direto com o proprietário. 

Cafés com wi-fi

Outro ponto positivo de lá é a cultura de cafés com wi-fi gratis. Que atire a primeira pedra o nômade digital que não fica com o olho brilhando quando vê um café com wi-fi liberado hahah. São muitas opções de cafés e é super normal vê o pessoal trabalhando com seus notebooks. Apesar de não termos testado muitos lugares os que fomos tinham ótima internet.

Muita gente fala inglês

O idioma húngaro bem que podia ser problema, mas não é. Durante um mês na cidade quase não passamos perrengue. Muita gente fala inglês e mesmo em lojinhas menores e de bairro o pessoal se esforça pra nos entender, mesmo que eles não falem de fato o inglês. O maior problema para a gente era comprar produtos no mercado, porque é dureza entender aqueles rótulos em húngaro, mas não é nada que um google translator no celular não ajude, ou até mesmo o bom e velho método de tentativa e erro. Comprei muita agua com gás por engano até descobrir que água sem gás é “Szénsavmentes víz”  😀

Budapeste é maravilhosa

Não dá para não falar da beleza da cidade e da variedade de coisas que tem para fazer nela. Na minha opinião isso é um ponto importante. Afinal o legal de ser nômade é poder trabalhar e depois sair para bater perna e turistar um pouco, se o local não te da opções fica difícil né?! E vai por mim, se Budapeste pode te oferecer alguma coisa, essa coisa seria beleza e lugares deslumbrantes! Eu até fiz um post listando 10 coisas para fazer por lá, viram? Posso falar sem medo que ela é uma das cidades mais lindas que conheci na vida e todo nômade digital tem que ver essa beleza de perto.

Vista do Castelo de Buda

Transporte público de Budapeste é eficiente

Quando se é nômade economia é uma palavra muito amiga e portanto o transporte público vai fazer parte da nossa vida. O transporte público da capital húngara é muito bom, o metrô é bem fácil de usar e leva para boa parte dos lugares mais comuns da cidade. Além disso, a variedade de ônibus é grande e também existem os “trans”que são aqueles transportes que andam na rua, porém sob trilhos. Comprar o ticket é bem fácil, dá para fazer isso nas estações de metrôs, as maquinas inclusive oferecem opção de inglês, tudo muito intuitivo. Só tem que tomar cuidado para não confundir os tickets e acontecer o que aconteceu com a gente (confiram aqui).

Imagem do tram de Budapeste

Muita comida boa e barata

Se você é daqueles que aprecia uma boa comida, assim como eu, está aí outra vantagem da cidade. As comidas típicas são muito boas e me arrisco a dizer que até um pouco parecidas com as do Brasil. O goulash, por exemplo, é um dos pratos típicos mais famosos e consiste em uma sopa de carne, legumes e uma massinha bem pequena. Os doces que são maravilhosos. E tem muita variedade de comida de diversas nacionalidades. Comer fora por lá não é caro, se formos converter os valores, diria que os preços são bem parecidos com os do Brasil. Para vocês terem ideia fomos em um rodízio de comida japonesa, que inclui bebida e sobremesa (sim, até rodízio de cerveja e refrigerante) que custou uns R$50.00, bom hein?!

Boa localização na Europa

E por fim a localização e acesso dentro da Europa. A Hungria fica ao lado da Áustria, Eslovaquia, Croácia, Servia, Romênia e portanto oferece uma facilidade muito grande para visitar esses países. Nós mesmos aproveitamos nossa estadia para conhecer Vienna e Bratislava, fizemos as duas viagens de trem e não gastamos mais de 3 hora para chegar em Vienna por exemplo (tem vlog dessa viagem aqui e aqui) . Existem vários destinos possíveis de fazer de trem, inclusive Berlin e Praga. Não precisar ser refém de avião para sair do país é uma coisa muito positiva, sem contar que as passagens de trem costumam ter um preço muito bom.

Bom esses são alguns dos pontos que avaliamos quando escolhemos nosso destino e na minha opinião Budapeste é mesmo ótima opção para quem quer passar um tempo na Europa.

Compartilhe esse post
Sem comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO