Estudar inglês: Brasil x Exterior

O assunto de hoje é sobre estudar inglês, ou melhor estudar inglês no Brasil versus estudar inglês no exterior. Já fazem quase 5 meses que estou estudando aqui na Irlanda e acredito que já posso dar minha opinião. Mas antes disso preciso nortear vocês, contando um pouco da minha história com o inglês.

Meus estudos de inglês no Brasil

Estudo no geral nunca foi um problema para mim, sou aquele tipo de pessoa que muitos consideram “nerd”. Na época de escola eu levava a coisa a sério mesmo, sempre tirava boas notas, mas o inglês esse sim sempre foi um problema na minha vida. Não sei o que acontece ou quando isso começou, mas parece que eu tenho uma trava sabe? Ou tinha, veremos. Como todo mundo, eu estudei inglês no colégio, da quinta série até o terceiro ano, mas nunca aprendi nada de verdade, até aí ok, o ensino de inglês em escolas publicas não é lá muito digno, na minha opinião. Depois fiz Turismo no CEFET e tinha inglês também. Nada gente, eu decorava o que precisava pra prova, mas aprender que é bom. Então fui fazer Wizard, ali eu acho que comecei sair do zero para um começo, no primeiro livro fui bem, empolguei, mas logo comecei a retroceder e não aprender muito.

E por fim quando já estava em São Paulo contratamos um professor particular, que inclusive era irlandês. Devo ter aprendido algo, mas nada muito relevante, que eu possa dizer, nossa meu inglês deu super up. Então decidimos fazer intercâmbio e meu pensamento era: se não for agora não é nunca! Essa é minha última tentativa de aprender inglês.

É melhor estudar inglês no Brasil ou no Exterior?

Estudando inglês em Dublin

Foi aqui que o jogo começou a virar. Cheguei em Dublin e na primeira semana fui fazer o teste de nível na escola. Estava crente que ia pro beginner ou elementary, mas para minha completa surpresa cheguei no pre intermediate. Para mim foi incrível, eu não acreditava mesmo que estaria nesse nível, fui com medo pra aula, pensando se ia conseguir acompanhar, mas tudo ocorreu tranquilamente, conseguia participar das aulas, conseguia acompanhar tudo com muita facilidade.

Foi então que eu comecei a tentar achar o ponto do porque aqui a coisa vem fluindo e no Brasil não fluía. E a resposta, ao contrário do que muitos vão pensar, não é porque estou imersa no idioma. Porque a verdade é que nem estou, eu moro com meu marido, ou seja não tem inglês em casa. Não estou trabalhando fora, minha turma da escola é cheia de brasileiros e quando saio preciso falar muito pouco inglês.

Mas qual é a diferença de estudar inglês no exterior?

Estudar inglês: Brasil x Exterior

Na minha opinião o que mudou, em primeiro lugar, foram os colegas da escola, no Brasil eu me sentia inferior, porque apesar de todo mundo da turma estar aprendendo rola muito julgamento: “nossa aquela pessoa faz tanta pergunta idiota”, ou sei lá, você nota que todo mundo está entendo e você está ficando pra trás. Não é que eu tenha sofrido algum preconceito em relação a isso, talvez até o problema estava na minha mente. Mas quando cheguei aqui notei que o pensamento geral era: fala do jeito que você consegue, se eu te entender estamos no lucro. Ninguém está nem aí se você está falando errado, porque todo mundo na sua sala saiu de um país, seja ele qual for, gastou uma grana pra vir aqui aprender. Estamos no mesmo barco, sem julgamentos, se o colega não sabe alguma coisa, quero ajudar e não julgar.

Quando percebi isso parece que minha trava, meus medos, minha timidez foi sumindo. De repente eu me peguei falando por vontade própria na aula, sem o professor pedir. Isso nunca aconteceu no Brasil, eu morria de vergonha até na aula particular.

Outra coisa que julgo importante é a quantidade de aulas que temos na semana, são quatro aulas por dia e quatro dias por semana, pelo menos na minha escola. O estudo é intenso, de um jeito ou de outro você acaba pegando o conteúdo. E por fim, os professores não falam português, então meu caro nem que você esperneie na sala, ele não vai te entender, você é obrigado a falar inglês, seja certo, seja errado, com mímica, com tradutor, com desenho, você precisa se virar pra falar com os professores. Sei que no Brasil tem escolas que não aceitam que os alunos falem português, mas não adianta, uma hora ou outra você vai falar.

Como está o meu inglês?

Para quem quiser saber o quanto meu inglês evoluiu é o seguinte, entrei no pre intermediate, hoje estou no intermediate e quase finalizando, dentro de 4 semana devo mudar para o upper intermediate, que é uma espécie de pré-avançado. Um belo pulo né?! E tenho passado por tudo de fato aprendendo, minha gramática melhorou demais, bem como meu reading, writing e listening. O que ainda está travado é a fala. Mas isso eu sei que é treino mesmo, preciso arrumar um jeito de exercitar, tenho em mente fazer um trabalho voluntário e participar de aulas de conversação. Mas sei também que a questão do speaking está muito relacionada a minha timidez, então tenho que resolver as duas coisas. Assim que eu tiver novidade do meu inglês venho contar para vocês. Só quero lembrar que tudo que escrevi é opinião minha, não uma verdade absoluta.

Mas eu também quero saber o que vocês pensam sobre esse assunto, sei que tenho leitores que já estão em Dublin, outros que já estudaram inglês no Brasil e até fora. O que vocês acham? Tem uma visão parecida com a minha ou não? Compartilha comigo, eu vou gostar de saber e trocar experiências, ainda mais por esse assunto ser algo complicado pra mim, como vocês perceberam. Espero que vocês tenham gostado do post.

Últimos Comentários
  • Olá!!
    Me identifiquei bastante com você. rsrs
    Também tenho essa certa “trava” com o inglês, não sei o que é, mas não consigo aprender. Meu marido já esta ai em Dublin fazendo o curso de inglês, e pretendo ir em fevereiro. Tenho também a impressão que só vou aprender assim, porque por aqui a coisa esta complicada. Agora me conta uma coisa, qual é a sua escola? Esta gostando dela? Atende suas expectativas?
    Gostei do post.
    Até o próximo, um beijo
    Thais

  • O inglês que a gente aprende na escola é terrível, pois só aprendemos o mínimo para passar no vestibular e olhe lá. A gente não é motivado, e os alunos não conseguem ver como e onde aquele conhecimento pode ser utilizado no dia a dia. Eu entendo a desmotivação, pois comigo acontecia a mesma coisa, só que com matemática. É muito legal ver como o intercâmbio tem te motivado, te forçado a estudar mais! Mas como você disse, o tempo que a gente se dedica à língua faz toda a diferença. Eu fiz um post sobre isso no meu blog semana passada, passe lá se quiser ler! (é o penúltimo post).

    beijos e boa sorte com os estudos, Cynthia! 🙂

  • Esse post me deu mais certeza que fiz a escolha certa. Estou indo em outubro para Dublin estudar inglês por 1 mês. Tenho muita trava principalmente para falar, estou fazendo aulas particulares pra me preparar e tenho me saído melhor com um professor particular do que com aulas em grupo. Tomara que eu volte bem melhor… o inglês é muito importante na minha profissão.
    Boa Sorte no seu intercâmbio… vou acompanhar suas dicas da cidade por aqui,
    Beijos.
    Cris

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