Nosso primeiro mês como Nômades Digitais

Demoramos um pouco para escrever este post, na verdade já estamos no meio do segundo mês, mas o fato é que colocar em palavras tudo que estamos vivendo, aprendendo e descobrindo sobre nós mesmos não é tão fácil assim.

Ainda que essa não tenha sido a primeira vez que largamos nossa rotina para fazer algo novo, não deixou de ser uma grande mudança e proporcionar um frio na barriga. Pense bem, saímos do Brasil, vendemos tudo e nos mudamos. Já na Irlanda, fizemos nosso intercâmbio, Lucas conseguiu um emprego legal na área dele e, consequentemente, um visto para nós dois. A essa altura estávamos dentro de uma rotina novamente, tinhamos uma casa confortável, uma vida, alguns amigos, e então decidimos largar tudo isso para viver outra grande mudança. Talvez essa decisão tenha sido ainda mais difícil do que a primeira lá no Brasil. Afinal no Brasil estávamos insatisfeitos,  já dessa vez estávamos muito bem, só decidimos que queríamos ir além.

Nesse primeiro mês nossa bagagem de vida já aumentou muito. Estamos aprendendo a lidar com o tempo. Pode parecer bobagem, mas ter o tempo todo a nossa disposição pode sim ser um problema. É preciso muita disciplina para conseguir fazer o dia ser produtivo. Tivemos dias em que a produtividade foi muita baixa, em outros trabalhamos demais e não aproveitamos um minuto fora de casa. Estamos aprendendo a ter um equilíbrio, não trabalhar demais e nem de menos.

Uma outra coisa que percebemos é que os dias ficam muito mais legais quando estamos lindando com outras pessoas. Os dias em que saímos com pessoas que conhecemos em Budapeste e o dia que a Jessika e o Johnny, do canal Dois Lados, nos encontraram na cidade, foram uns dos melhores. Isso nos ensinou o quanto relações interpessoais são importantes. Não basta apenas um lugar incrível, as viagens ficam muito melhores quanto lidamos com pessoas interessantes.

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Mas aí entra uma desvantagem. Como nômades, nós estamos sempre dando tchau e isso é triste. Conhecemos dois casais sensacionais em Budapeste, a Julia e o Oton (e a Cacau), e também a Tati e o Michael, ambos possuem blogs, Giros da Cacau e Tell me about Brazil. Passamos pouco tempo com eles, mas deu pra conversar muito e aproveitar o tempo juntos, temos até histórias pra contar. Daí nós conhecemos pessoas legais assim e logo tivemos que dar tchau.

Mas isso nos leva ao próximo passo, sendo nômades temos sempre a possibilidade de nos esbarrar de novo com as pessoas que conhecemos em algum lugar do mundo. E o mundo vai ficando menor, sabem como?!

Tem uma coisa que nós já sabíamos, mas foi comprovada. Como somos adaptáveis!  Quando estávamos na Irlanda, umas das perguntas mais recorrentes era sobre a adaptação. Nós nos sentíamos até meio estranhos, porque pra gente a adaptação é tão natural, que em menos de uma semana temos a sensação que já vivemos no lugar a anos. E tem sido assim até agora. A gente chegou em Budapeste, colocou a casa em ordem, descobriu onde eram as lojas mais necessárias, e no dia seguinte já estávamos super adaptados.

Falando de coisas mais práticas, descobrimos que nossa mala não estava tão legal assim. Precisamos nos desapegar mais, porém dessa vez nós desejamos desapegar, não está sendo difícil, queremos ficar livre de muitas tralhas e viajar mais leves. Vocês tem noção de como é sair puxando uma mala enorme pelas ruas? E mais, fazer isso todo santo mês?! Mas já estamos cuidando disso.

Viver viajando é demais, porém não dá pra pensar que vamos ser turistas sempre. Primeiro porque precisamos trabalhar, segundo porque ser turista cansa! Os dias que mais nos cansamos fisicamente são aqueles que decidimos sair para explorar a cidade. Também estamos aprendendo a lidar com essa vida meio normal, meio turista.

É interessante pensar que só passou um mês e meio desde que saímos da Irlanda, porque foram tantas coisas que aconteceram, que parece que estivemos na Irlanda um ano atrás. Só no mês passado conhecemos 3 países diferentes. Escutamos 3 línguas completamente diferentes da nossa, tivemos que lidar com dois tipos de moedas, comprar produtos sem entender 1 palavra do que estava escrito na embalagem, comer comidas de 3 diferentes culturas. A vida de nômade é sem dúvida muito intensa. Estamos tentando aproveitar ao máximo, pois, no nosso ponto de vista, apesar de ser uma vida incrível, ela tem prazo de validade. Uma hora ou outra vamos querer parar. Então decidimos que vamos aproveitar ao máximo tudo que vier.

E a gente se encontra na próxima história, que pode ser em qualquer lugar do mundo, mas aqui neste mesmo blog!

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Últimos Comentários
  • Blog bacana! É sempre bom aprender mais sobre essa cultura de nômade digital.
    Obrigado por compartilharem suas experiências.
    Abraço

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